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Andrea ferraz

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FIJI EM ESTADO DE EMERGÊNCIA APÓS CICLONE WINSTON TER CAUSADO INÚMERAS MORTES

26/02/2016 09:27

O Pacífico tem estado em ebulição durante os últimos meses. As tempestades têm sido muitas e tudo aponta para que seja consequência de um dos maiores El Niño de que há registo. Desta vez, foram as ilhas Fiji o centro da catástrofe. A passagem do Ciclone Winton deixou um enorme rasto de destruição em várias ilhas, com o número de mortes a não parar de aumentar.

 

As piores notícias começaram a surgir na segunda-feira. Segundo o Gabinete de Gestão de Catástrofes Naturais das Fiji, o número de mortes ia já em 29. Mas a probabilidade de este registo crescer é muito grande, uma vez que muitas pessoas estão desaparecidas. Teme-se que o número final chegue às centenas. O Winston atingiu ontem o nível 5 e levou ventos na ordem dos 290 km/h a algumas das ilhas - é já considerado o valor mais alto alguma vez registado.

 

Muitas cidades ficaram em escombros, com casas totalmente destruídas e pessoas sem sítio para dormir. A imprensa internacional fala já em 13 mil deslocados. Algumas das ilhas mais remotas ficaram sem qualquer comunicação. Em consequência desta verdadeira catástrofe o governo das Fiji declarou 30 dias de estado de emergência e estão já a ser feitos todos os esforços para levar ajuda até às zonas mais atingidas.

 

De acordo com as informações que chegam das Fiji, os maiores estragos foram causados mais a norte e oeste do arquipélago, nomeadamente em ilhas como Rakiraki, Tavua, Ba, o norte de Vanua Levu, Savusavu e ilhas periféricas. A tempestade parece não ter tido tanto impacto na região sul, com a capital Suva a sofrer consequências mínimas desta tempestade. O principal aeroporto das Fiji também já está reaberto, o que irá facilitar a chegada de ajuda internacional.

 

Nas ilhas de Tavarua e Namotu, famosas pelas suas ondas e pelo turismo de surf, os resorts locais foram fechados e as pessoas juntaram-se em grupo em locais seguros. A tempestade também passou por lá com alguma força, mas não terá causado tantos danos como nas regiões mais afetadas. A WSL, que tem uma das provas do World Tour nas Fiji, já comunicou que vai tentar fazer os possíveis para ajudar a comunidade neste difícil período de recuperação que se avizinha.

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